Glaucoma: Diabetes, Miopia e Hipertensão aumentam as chances de desenvolvimento da doença

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Glaucoma: Diabetes, Miopia e Hipertensão aumentam as chances de desenvolvimento da doença

O Glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível em todo o mundo. Extremamente perigosa, por não apresentar sintomas aparentes em seu estágio inicial, essa doença ocular degenerativa do nervo óptico ainda é pouco conhecida entre os brasileiros. De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) com mais de 2 mil pessoas, 40% dos entrevistados não tinham conhecimento algum sobre essa o Glaucoma.

O mesmo estudo constatou ainda que 40% dos brasileiros, com mais de 40 anos, nunca tinha consultado um oftalmologista na vida. Essas entrevistas foram realizadas no fim do 2012. A visita regular ao oftalmologista, sobretudo após os 40 anos, é fundamental para o diagnóstico precoce da doença. A detecção prematura do Glaucoma permite que os danos à visão sejam reduzidos.

Principais fatores de risco

Segundo estudos na área de oftalmologia, algumas pessoas estão mais propensas a desenvolver o glaucoma. Indivíduos sedentários, acima de 40 anos, com pele negra e com casos de Glaucoma na família são mais propensos a adquirir a doença

Quem tem, ao menos um desses fatores de risco, precisa redobrar a atenção com a saúde dos olhos. O acompanhamento oftalmológico é essencial, já que o quanto mais cedo o Glaucoma for descoberto, menores são as chances de perder a visão. Pessoas com algumas doenças também devem estar atentas.

  • Diabetes: O aumento da glicose no sangue é capaz de provocar lesões em várias partes do corpo, inclusive na vista. Quem é diabético precisa controlar bem a doença. Dessa forma, é possível evitar doença da retina devido a hiperglicemia, que pode causar glaucoma.

  • Miopia: Quem possui alto grau de Miopia, acima de 7, precisa ficar em alerta. Esse problema de visão, que faz com que a pessoa não enxergue bem de longe, é considerado um dos fatores de risco para o Glaucoma.

  • Hipertensão: Pressão alta por muitos anos também pode ocasionar o aparecimento do glaucoma. Ela pode impactar na pressão intraocular que é responsável pelo desenvolvimento da doença ocular.

Estilo de vida saudável é a melhor forma de prevenir o Glaucoma

O Glaucoma não pode ser curado, mas pode ser tratado. Após diagnosticada a doença, o oftalmologista pode prescrever alguns tratamentos que permitem que o Glaucoma pare de evoluir, evitando uma perda maior da visão. A primeira opção para tratar a doença é a utilização de colírios. Eles agem reduzindo a pressão intraocular por meio do retardamento da produção de humor aquoso ou melhorando o fluxo que sai pelo ângulo de drenagem. O tratamento pode prever a aplicação de colírio várias vezes durante o dia e pode ser associado a medicamentos ingeridos via oral.

O tratamento do Glaucoma é feito preferencialmente por meio dos colírios, que geralmente é efetivo no combate à doença. Contudo, caso o tratamento com colírios não seja suficiente, o oftalmologista ainda pode optar pela cirurgia, que pode ser feita de forma convencional ou através de laser. A cirurgia convencional visa criar um novo canal de drenagem, permitindo a saída do humor aquoso, reduzindo assim a pressão intraocular. Já a intervenção a laser é feita tanto no caso de Glaucoma de Ângulo Aberto (o mais comum) quanto no Glaucoma de Ângulo Fechado.

No primeiro caso, a cirurgia trata o próprio ângulo de drenagem, aumentando o dreno, controlando a pressão. Já na segunda situação, a cirurgia a laser intervirá de forma a criar um furo na íris com objetivo de permitir o melhor fluxo do humor aquoso para o ângulo de drenagem.

Fonte: Jornal Dia a Dia

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